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Cultura Gastronômica
14
jan

Dieta Mediterrânea

Quer proteger o coração contra enfartes e diminuir o risco de câncer?

Normalizar a taxa de açúcar no sangue se tem diabete, aumentar a longevidade e ainda emagrecer 5 kg no mês?

O segredo é comer um bocado de legumes, verduras, frutas, grãos e o mais importante é ter o azeite de oliva como principal fonte de gordura.

É que essa é a base da Dieta do Mediterrâneo, considerada a mais saudável do planeta.

COMO É A DIETA

O cardápio mediterrâneo inclui uma variedade de cozinhas, como as da Grécia, Espanha, Itália, Marrocos, Tunísia e sul da França. Embora com sabores diversos, todas têm em comum o consumo elevado de verduras, legumes, frutas e grãos, de preferência frescos; a ingestão moderada de leite, carne, frango e peixe; e, claro, o uso do azeite de oliva. O resultado dessa combinação faz os povos dessas regiões desenvolverem menos doenças e viverem mais. Por exemplo? Num estudo efetuado na Espanha houve redução de 31% nos índices de mortalidade dos participantes assim que foi adotada a Dieta do Mediterrâneo. Isso porque os alimentos vegetais minimamente processados oferecem alto teor de nutrientes protetores da saúde; as fibras ativam o funcionamento intestinal e ajudam no controle do colesterol; e também são repletos de vitaminas, minerais e antioxidantes, substâncias que bloqueiam reações químicas que desencadeiam tanto doenças como o envelhecimento. Ainda fortalecem as defesas, tornando as membranas das células resistentes à ação dos radicais livres, aquelas moléculas instáveis que “enferrujam” os tecidos. E, quando se adiciona mais sabor aos pratos, os benefícios aumentam. “Ervas aromáticas, usadas em abundância, dão o toque final às receitas, ampliando ainda mais a oferta de antioxidantes”, diz a nutricionista Sueli Longo, diretora do departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia, São Paulo.

VARIEDADE E SABOR

E que tal a idéia de uma mulher grega, que prepara um peixe com generosas doses de azeite? Se você acha a proposta dessa dieta meio esquisita, afinal, regimes de emagrecimento reduzem logo de cara as calorias — e, para isso, cortam radicalmente o consumo de gorduras, pode tirar isso da cabeça. É que está provado cientificamente que deixar de consumir lipídios nem sempre garante bom resultado. No caso do cardápio mediterrâneo, ele pode, sim, auxiliar no controle do peso. Num recente simpósio mundial sobre o tema, especialistas do mundo todo registraram que a Dieta Mediterrânea, embora não seja de baixas gorduras, contribui na prevenção e tratamento da obesidade dada a variedade e sabor, desde que haja controle de calorias.

MAIS LIPIDIO, MENOS PESO

“Existia a fobia no consumo de gordura até se descobrir que é possível comer pratos deliciosos com azeite sem aumentar o peso”, afirma Bonnie Bruce, estudiosa do Health Research and Studies Center, em Los Angeles, EUA. “Sem contar que, ao fazer isso, o intestino melhora e a fome diminui”, completa ela, que avaliou o que acontece quando uma mulher troca uma dieta tradicional, rica em carnes e laticínios, pela mediterrânea. “Na tradicional, elas sentiam fome, mas quando passaram a consumir mais azeite, frutas e vegetais ficavam satisfeitas ao longo do dia.”

Mais uma razão para deixar de crer que a gordura é sempre culpada pelos quilos extras. O número de obesos cresceu um terço nos EUA desde 1976, apesar de ter diminuído o total de gordura ingerida nesse período. Conclusão: a restrição de lipídio não é sinônimo de redução de peso. Além disso, os ingredientes da Dieta do Mediterrâneo colaboram na prevenção e tratamento da diabete, pois ajudam a manter saudáveis as taxas de açúcar no sangue. E se sua atenção e raciocínio estão meio atrapalhados, alegre-se: esse tipo de comida também beneficia o cérebro. É que previne o declínio das funções cognitivas relacionadas à idade e às doenças degenerativas (como Alzheimer). Quer mais? A alimentação do Mediterrâneo reduz a incidência do câncer, protege a pele contra estragos causados pelos raios solares, melhora a digestão, tem efeito laxante e até estimula a absorção de cálcio pelos ossos, prevenindo a osteoporose. Você também vai querer investir nela, não é?

Azeite de oliva: a garantia de saúde e perda de peso

A grande estrela da Dieta do Mediterrâneo é o azeite de oliva, especialmente o tipo extra-virgem, por ser o mais puro. Ele pode ser comparado ao vinho ou ao suco de fruta, pois preserva os antioxidantes do fruto que lhe dá origem, a azeitona. O azeite pertence ao grupo das gorduras monoinsaturadas, que favorecem a absorção de nutrientes, como as vitaminas A, D e K e ainda reduzem o perigo de ter um enfarte ou derrame. Isso confirma porque a ilha grega de Creta possui os mais baixos índices de doenças do coração do mundo, embora sua população consuma 40% das calorias diárias na forma de gordura. Ainda tem mais: a gordura, além de saborosa, contribui para aumentar a saciedade, facilita a digestão e estimula o funcionamento do intestino.

fonte: http://www2.uol.com.br/dietaja/dieta00054.htm

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