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Cultura Gastronômica
21
jun

Curry contra o câncer

Curry pode ajudar no tratamento do câncer de intestino.

Hospital britânico vai estudar como a curcumina reduz a resistência das células cancerígenas

Um composto químico encontrado no curry, a curcumina, pode ser uma arma poderosa no combate ao câncer de intestino. Pesquisas já mostraram que a substância foi eficaz contra células cancerígenas desenvolvidas em laboratório e traz benefícios contra derrames e outros tipos de doenças, e agora um hospital de Leicester, na Grã-Bretanha, vai estudar o uso do composto junto de tratamentos quimioterápicos.

Se o câncer de intestino se espalha para o corpo, os pacientes geralmente recebem uma combinação de três remédios de quimioterapia, mas cerca de metade deles não respondem a eles. A expectativa é que a eficácia dos medicamentos melhore com a curcumina, que será administrada a 40 pacientes uma semana antes de o tratamento começar.

O professor William Steward, que lidera o estudo, disse que testes em animais combinando curcumina e medicamentos mostraram resultados muito bons e que são eles a justificativa para levar a pesquisa adiante no hospital. “Uma vez que o câncer se espalha, é difícil de tratar, já que os efeitos colaterais da quimioterapia limita o tempo pelo qual o paciente pode se submeter ao tratamento”, explicou.

De acordo com ele, “o prospecto de que a curcumina aumente a sensibilidade das células cancerígenas à quimioterapia é interessante porque pode significar uma redução nas doses, o que permitiria aos pacientes manter o tratamento por mais tempo e com menos efeitos colaterais”.

A pesquisa ainda está nos seus estágios iniciais, mas o potencial do uso de compostos químicos para tratar o câncer “é uma área intrigante e espera-se que isso dê informações para o desenvolvimento de novos remédios no futuro”, completa Steward.

fonte: BBC Brasil e Estadão


 

Mais sobre o Curry

De origem indiana, o curry (Helichrysum italicum) — conhecido como caril na língua portuguesa — é uma especiaria composta por uma mistura de mais de 20 outras especiarias, ervas e sementes.

Os seus ingredientes variam conforme a região do país, mas, basicamente, levam os seguintes itens: cardamomo, cravo, canela em rama, cominho, semente de erva-doce, feno-grego, noz-moscada, pimentas preta (pimenta-do-reino), vermelha e dedo-de-moça, sementes de papoula, gergelim, tamarindo, coentro em grãos e cúrcuma, este último é o responsável pela sua cor amarela característica. Tudo é devidamente torrado e moído e na Índia, o costume é processá-lo diariamente e comê-lo puro.

O curry em pó que encontramos nos supermercados tem pouca semelhança com o original indiano, que é fresco e pode ser encontrado em duas versões: padrão e mais quente, chamado de Madras.

De sabor exótico (picante e adocicado), é um dos temperos mais antigos do mundo. É ideal para incrementar o sabor de carnes, aves (no frango fica uma delícia!), molhos, arroz e legumes. Misturado ao ghee — manteiga clarificada –, vinagre e outros temperos, o curry em pó trasforma-se numa espécie de pasta, que pode ser acrescentada em muitos pratos como liga para molhos.

Devido à variedade de temperos presentes na composição do curry, o mesmo torna-se uma especiaria com significativas propriedades funcionais. As plantas, de uma maneira geral, sintetizam centenas de fitoquímicos que têm como função básica a proteção e perpetuação da espécie vegetal. Esses mesmos fitoquímicos, quando presentes na alimentação do homem, atuam de forma quimiopreventiva, com efeitos antioxidante, antibacteriano, anti-viral; regulam também a desintoxificação enzimática, estimulando o sistema imunitário e reduzindo processos inflamatórios.

O curry também pode ser encontrado sob a forma de planta (Murraya koenigii (L.) Sprengel). Originária do sul da Ásia, é uma erva aromática, de pequeno porte, folhas verdes brilhantes e fragrância pungente. É pouco comum no Brasil, mas aos poucos tem sido adotada na culinária ocidental por adicionar um gostinho especial sem ser muito quente. Na Índia, é encontrada em mercados, fresca ou desidratada, sendo a última opção é menos “quente”.

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